Festival da Virada: o que sobra quando o palco se desmonta
Parque de Exposições, Salvador
















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Quatro noites, seis palcos, uma cidade inteira em trânsito. O Festival da Virada é, antes de mais, uma operação logística — e é por aí que deve ser avaliado tanto quanto pelo alinhamento.
O alinhamento deste ano foi mais interessante do que o habitual, sobretudo pelo espaço dado a projectos que não cabem no eixo axé-arrocha: houve jazz instrumental às três da manhã, e havia gente para o ouvir.
O que correu mal
O som do palco secundário foi mal calibrado nas duas primeiras noites. Os acessos por transporte público continuam a ser um problema não resolvido, que empurra quem vive longe para o táxi ou para casa.
Fica a pergunta de sempre: o que é que a cidade retém de um investimento desta escala, depois de o palco se desmontar?
