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Aparato Cultural
Espetáculos

Balé Folclórico da Bahia reabre o Miguel Santana

Teatro Miguel Santana, Pelourinho

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Trinta e seis anos de casa e a companhia continua a fazer aquilo que quase ninguém consegue: apresentar dança de matriz africana sem a transformar em espectáculo etnográfico para turista.

O programa abre com a suíte de orixás. Iansã entra com o ferro e o teatro cala-se — e este é o ponto: o silêncio não é reverência encenada, é a plateia a perceber que está diante de vocabulário codificado, não de improviso exótico.

Maculelê e capoeira

O maculelê mantém a violência controlada dos bastões. A capoeira regional que fecha a primeira parte é a passagem mais frágil da noite: tecnicamente impecável, dramaturgicamente solta.

Os atabaques, ao vivo, valem por si sós o preço do bilhete. A marcação de Rumpi e Lé sustenta a hora e meia inteira sem uma quebra.

Terças a sábados, 20h. O teatro tem 240 lugares — reserve.