As paredes do Pelourinho e a geração que não pede licença
Centro Histórico, Salvador




















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Há um argumento cansado segundo o qual o grafite «descaracteriza» o centro histórico. O centro histórico foi caracterizado por sucessivas camadas de intervenção durante quatro séculos — a tinta spray é apenas a mais recente e a menos poderosa.
O que se vê hoje nas ladeiras é sofisticado: retratos de grande formato que recuperam iconografia do candomblé e a colocam à escala do edifício, em diálogo directo com o azulejo colonial que têm ao lado.
Onde ver
Comece na Ladeira do Carmo e suba devagar. As intervenções mais recentes concentram-se nas empenas viradas a norte, onde a luz da tarde bate de lado e revela a textura do reboco por baixo da tinta.
